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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Milagre Eucarístico de Lanciano


Há mais de 12 séculos deu-se o milagre eucarístico na Igreja Católica, por volta dos anos 700, na cidade italiana de Lanciano (antigamente Anciano), viviam no mosteiro de São Legoziano, os monges de São Basílio e entre eles havia um cuja fé parecia vacilante e ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a Hóstia consagrada fosse o verdadeiro corpo de Cristo e o vinho, Seu verdadeiro Sangue. Mas, a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para que esse insidioso espinho saísse do seu coração.

Foi quando, certa manhã, celebrando a santa Missa, mais do que nunca, atormentado pela sua dúvida, após proferir as palavras da consagração, ele viu a Hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. Sentiu-se confuso e dominado pelo temor diante de tão espantoso Milagre, permanecendo longo tempo transportado a um extâse verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas presentes e disse:

"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e o Sangue do Nosso Cristo muito amado!"

A Hóstia-carne apresentava, como ainda hoje se pode observar uma coloração ligeiramente escura, tornando-se rósea se iluminada pelo lado oposto e tinha uma aparência fibrosa; o sangue era de cor terrosa( entre o amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de forma e tamanhos diferentes
Serenada a emoção de que todo o povo foi tomado, e dadas aos Céus as graças devidas, as relíquias foram agasalhadas num tabernáculo de marfim, mandado construir pelas pessoas mais credenciadas do lugarejo. O protagonista do Milagre foi um monge basiliano que estava celebrando a Missa em rito Latino. Os especialistas concordam em que o Milagre aconteceu no século VIII.




O Milagre Eucarístico permanente, durante os cinco séculos que esteve custodiado pelos monges basilianos e depois pelos beneditos estava exposto num precioso relicário de marfim sobre um altar lateral da Igreja. A partir de 1713 até hoje, a carne passou a ser conservada numa custódia de prata, e o sangue, num cálice de cristal. Aos reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio juntar-se o pronunciamento da Ciência Moderna através de minuciosas e rigorosas provas de laboratório. Foi em novembro de 1970, que os frades menores conventuais, sob cuja guarda se mantém a igreja do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco) decidiram, devidamente autorizados, confiar a dois médicos de renome profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias. Para tanto, convidaram o Doutor Odoardo Linoli, chefe de serviço dos hospitais reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado pelo professor Ruggero Bertelli, Professor emérito de Anatomia Humana Normal na Universidade de Siena, proceder aos exames.

Após alguns meses de trabalho exatamente a 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório contendo o resultado das análises:

A carne é verdadeira carne


O sangue é verdadeiro sangue.

A carne do tecido muscular do coração ( miocárdio, endocárdio e nervo vago).


*

A carne e o sangue são do mesmo tipo sanguíneo (AB) ( o mesmo tipo de sangue analisado no Sudário) e pertencem à espécie humana.

*

Fato extraordinário: Trata-se de carne e sangue de uma Pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado naquele mesmo dia de um ser vivo.



*

A conservação da carne e do sangue deixados em estado natural durante 12 séculos e expostos à ação de agentes atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário.

O milagre Eucarístico e a Ciência

Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens".Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar. Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência. Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.

Ei-las:

"A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".

Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé.Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades.E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue.Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo!É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!"Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado".

A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como.Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir. Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana.

Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa...

Padre Jean Ladame ( Saint Boil, França)

domingo, 19 de julho de 2009

A celebração da Sagrada Eucaristia


A celebraçao da eucaristia

A celebração da Eucaristia
Da Primeira Apologia a favor dos cristãos, de São Justino, mártir
A ninguém é permitido participar da Eucaristia, a não ser àquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e a regeneração, leve uma vida como Cristo ensinou.

Pois não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo como Jesus Cristo, nosso salvador, se fez homem pela Palavra de Deus e assumiu a carne e o sangue para a nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciada a ação de graças com as mesmas palavras de Cristo e, depois de transformado, nutre nossa carne e nosso sangue, é a própria carne e o sangue de Jesus que se encarnou.
Os apóstolos, em suas memórias que chamamos evangelhos, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhes fizera. Tendo ele tomado o pão e dado graças, disse: Fazei isto em memória de mim. Isto é meu corpo (Lc 22,19; Mc 14,22); e tomando igualmente o cálice e dando graças, disse: Este é o meu sangue (Mc 14,24), e os deu somente a eles. Desde então, nunca mais deixamos de recordar estas coisas entre nós. Com o que possuímos, socorremos a todos as coisas com que nos alimentamos, bendizemos o Criador do universo, por seu Filho Jesus Cristo e pelo Espírito Santo.
No chamando dia do Sol, reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades o campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou o s escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite.
Terminada a leitura, aquele que preside toma a palvra para aconselhar e exortar os pesentes à imitação de tão sublimes ensinamento.
Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos. Depois, levantamos-nos todos juntos e elevamos as nossa preces; como já dissemos acima, ao a cabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos.
Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados.
Reunimo-nos todos no dia do Sol, não só porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também porque neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso salvador, ressuscitou dos mortos. Crucificaram-no na véspera do dia de Saturno; e no dia seguinte a este, ou seja, no d ia do Sol, aparecendo aos seus apóstolos e discípulos, ensinou-lhes tudo o que também nós vos propusemos com digno de consideração.
Transmissao: Rondinelly Ribeiro
Fonte: Doutrina catolica

terça-feira, 14 de julho de 2009

Eucaristia


Sei que alguns podem achar da atitude de colocar está matéria que não é minha mas vale apena,leia,você também vai gostar.
MEDITAÇÃO DE BENTO XVI APÓS A PROCISSÃO EUCARÍSTICA (TEXTO INTEGRAL)

Lourdes, 14 set (RV) - Senhor Jesus, você está aqui!
E vocês, meus irmãos, minhas irmãs, meus amigos, vocês também estão aqui, comigo, diante d’Ele!
Senhor, dois mil anos atrás, você aceitou ser elevado em uma cruz de infâmias, para depois ressuscitar e permanecer sempre conosco, seus irmãos e suas irmãs.
E vocês, meus irmãos, minhas irmãs, meus amigos,
Vocês aceitam deixar-se conquistar por Ele.
Nos O contemplamos!
Nós O adoramos!
Nós O amamos! E tentamos amá-Lo ainda mais.
Nós contemplamos Aquele que, durante a ceia pascal, doou seu Corpo e seu Sangue aos discípulos, para estar com eles “todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20).
Nós adoramos Aquele que está no início e no fim de nossa fé, Aquele sem o qual não estaríamos aqui esta noite. Aquele sem o qual nós não existiríamos. Aquele sem o qual nada existiria, nada, absolutamente nada! Ele, por meio do qual, “tudo foi feito” (Jo 1,3), Ele no qual fomos criados, para a eternidade, Ele que nos doou seu Corpo e seu Sangue, Ele está aqui, esta noite, diante de nós, oferecido a nossos olhos.
Nós amamos – e tentamos amar sempre mais – Aquele que está aqui, diante de nós, oferecido a nossos olhos, às nossas questões a nosso amor. Seja que caminhemos ou que estejamos presos em um leito de dor (caminhemos na alegria ou estejamos no deserto da alma). Senhor acolha-nos todos em seu Amor: no amor infinito, que é eternamente o de Pai para Filho, e do Filho para o Pai, o do Pai e do Filho pelo Espírito Santo e do Espírito pelo Pai e pelo Filho.
A Hóstia Santa, exposta a nossos olhos, manifesta esta força infinita do Amor manifestada na Cruz gloriosa. A Hóstia Santa nos diz a incrível humilhação d’Aquele que se fez pobre para fazer-nos ricos d’Ele, Aquele que aceitou perder tudo para ganhar ao Seu Pai. A Hóstia Santa é o Sacramento vivo e eficaz da presença eterna do Salvador dos homens à Sua Igreja.
Irmãos meus, irmãs, meus amigos,
Aceitamos, aceitem, oferecer-se Àquele que nos doou tudo, que não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Aceitem reconhecer em suas vidas a presença ativa d’Aquele que está aqui presente, exposto a nossos olhos. Aceitem oferecer-Lhe suas próprias vidas!

Maria, a Virgem santa, Maria, a Imaculada Conceição, aceitou, dois mil anos atrás, doar tudo, oferecer seu corpo para acolher o corpo do Criador. Tudo veio de Cristo, inclusive Maria; tudo veio mediante Maria, o próprio Cristo.
Maria, a Virgem santa, está aqui conosco esta noite, diante do Corpo de seu Filho, cento e cinqüenta anos depois de ter se revelado à pequena Bernadette.
Virgem santa, ajuda-nos a contemplar, ajuda=nos a adorar, ajuda-nos a amar, a amar mais Aquele que tanto nos amo, para vivermos eternamente com Ele.
Uma imensa multidão de testemunhas está presente de modo invisível ao nosso lado, próxima desta gruta abençoada e diante desta Igreja desejada pela Virgem Maria.
A multidão de todos os homens e mulheres que passaram horas adorando-O no Santíssimo Sacramento do altar.
Esta noite não os vemos, mas os ouvimos dizer a cada um e cada uma de nós: Venham, deixa-te atrair pelo Mestre! É Ele que está te chamando! (Jô 11,28). Ele quer pegar a tua vida e uni-la à Sua. Deixa-te levar por Ele. Não olhe mais às tuas feridas, mas às suas. Não olhe para aquilo que ainda te separa d”Ele e dos outros; olhe para a infinita distância que Ele desfez ao assumir a tua carne, ao subir à Cruz que os homens Lhe prepararam e ao deixar-se conduzir à morte para demonstrar-te o seu amor. Em suas feridas Ele te acolhe; em suas feridas, Ele te esconde. Não te negue a seu amor!”.
A imensa multidão de testemunhas que se deixou invadir por seu amor é a multidão de santos do céu, que não cessam de interceder por nós. Eram pecadores e o sabiam; mas aceitaram não olhar para suas feridas, não olhar senão para as feridas de seu Senhor, para descobrir a glória da Cruz, para descobrir a vitória da Vida sobre a morte. São pedro Julião Eymard nos diz tudo, quando exclama: “A Santa Eucaristia é Jesus Cristo passado, presente e futuro”.
Jesus Cristo passado, na verdade histórica da noite no cenáculo, onde nos conduz em toda celebração da Santa Missa.
Jesus Cristo presente, porque Ele nos diz: tomai e comei todos vós, este é o meu corpo, este é o meu sangue”. Este ‘é’, no presente, aqui e agora, como em todos “aqui e agora” da história humana. Presença real, presença que supera nossos pobres lábios, nossos pobres corações, nossos pobres pensamentos. Presença oferecida aos nossos olhares, esta noite, junto a esta gruta onde Maria se revelou como Imaculada Conceição.
A Eucaristia é também Jesus Cristo futuro, o Jesus Cristo que vem. Quando contemplamos a Hóstia Santa, o seu corpo de glória transfigurado e ressuscitado, contemplamos aquilo que contemplaremos na eternidade, descobrindo o mundo inteiro, sustentado em seu criador em todo instante de sua história. Cada vez que nos alimentamos, mas também cada vez que o contemplamos, nós o anunciamos até que Ele retorne: ‘donec veniat’. Justamente por isso, nós o recebemos com infinito respeito.
Alguns entre nós não podem ainda recebê-LO no Sacramento, mas podem contemplá-LO com fé e amor, e expressar o desejo de poderem finalmente unir-se a Ele. É um desejo que tem grande valor diante de Deus: eles aguardam com ainda mais ardor o seu retorno; aguardam Jesus Cristo que deve chegar.
Quando uma amiga de Bernadette, no dia seguinte à sua primeira comunhão, perguntou-lhe: “Do que você ficou mais feliz: da primeira comunhão ou das aparições?”, Bernadette respondeu: “São duas coisas que caminham juntas, não podem ser comparadas. Fiquei feliz pelas duas” (Emmanuélite Estrade, 4 junho 1958). Seu pároco testemunhou ao Bispo de Tarbes sobre sua primeira comunhão: “Bernadette se comportou com grande recolhimento, com uma atenção que não deixava nada a desejar... Parecia profundamente consciente da ação santa que estava realizando. Tudo nela acontece de modo surpreendente”.
Com Pedro Julião Eymard e com Bernadette, nós invocamos o testemunho de tantos e tantos santos e santas que tiveram pela Eucaristia o maior amor. Nicolas Cabasilas exclama e nos diz, esta noite: “Se Cristo habita em nós, do que precisamos mais? O que nos falta? Se permanecermos em Cristo, o que mais podemos desejar? Ele é o nosso hospede e nossa moradia. Bem-aventurados aqueles que como nós, somos a sua moradia! Que alegria sermos nós a morada de um tal Inquilino!” (La vie en Jésus-Christ, IV, 6).
O Beato Charles de Foucauld nasceu em 1858, mesmo ano das aparições de Lourdes. Não muito longe de seu corpo, rígido pela morte, foi encontrada, como a semente de trigo jogada no chão, uma ‘luneta’ que continha o Santíssimo Sacramento, que irmão Carlo adorava todos os dias, por longas horas. O Pe. de Foucauld nos confia a oração que brotou do profundo de seu coração, uma oração dirigida ao Pai celeste, mas que, com Jesus, podemos fazer realmente nossa, diante da Hóstia Santa:
«Meu Pai, confio meu espírito às suas mãos.
É a última oração de nosso Mestre, de nosso Predileto...
Que possa se tornar nossa, e que não seja apenas a de nosso último instante, mas de todos os nossos instantes:
“Meu Pai, coloco-me em Suas mãos; Meu Pai, entrego-me a você: Pai meu, abandono-me a você; Pai meu, faça de mim o que quiser: qualquer coisa que fizer. Lhe agradeço; obrigado por tudo; estou pronto para tudo; aceito tudo; agradeço a você por tudo. Visto que Sua vontade se realiza em mim, oh meu Deus, visto que Sua vontade se realiza em todas as criaturas, em todos os Seus filhos, em todos aqueles que Seu coração ama, não desejo mais nada, meu Deus; deposito minha alma em Suas mãos; dou-lhe, meu Deus, com todo o amor de meu coração, porque Lhe amo e doar-me é uma necessidade de meu coração; colocar-me em Suas mas, sem medida, com infinita intimidade, porque Você é o meu Pai”.
Queridos irmãos e irmãs, peregrinos de um dia e habitantes destes vales, irmãos Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas, vocês todos que vêem diante de seus olhos a infinita doação do Filho de Deus e a glória infinita da ressurreição, fiquem em silêncio e adorem o seu Senhor, o nosso mestre e Senhor Jesus Cristo. Fiquem em silêncio, depois falem e digam ao mundo: não podemos mais omitir aquilo que sabemos. Vão e digam ao mundo inteiro as maravilhas de Deus, presente em todos os momentos de suas vidas, em todos os lugares da terra. Que Deus nos abençoe e nos proteja, nos conduza ao caminho da vida eterna. Ele que é a Vida, pelos séculos dos séculos. Amén.

(tradução livre - redação do Programa Brasileiro)


texto retirado do blog: http://www.radiovaticana.org/BRA/Articolo.asp?c=230925

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A Sagrada Eucaristia



A Sagrada Eucaristia


Enquanto estavam comendo,Jesus tomou o pão,pronunciou a benção,partiu-o e lhes deu,dizendo : ”Tomai,isto é o meu corpo”.Depois,pegou o cálice,deu graças,passou-o a eles,e todos beberam e disse-lhes: “Este é o meu sangue da nova Aliança,que é derramado por muitos. Em verdade,não beberei mais do fruto da videira até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de DEUS”.(Mc.14 , 22 – 25).
A Sagrada Eucaristia é um “segredo” que muitos cristãos ainda não conhecem com profundidade;e,por isso,não se beneficiam plenamente das suas graças. Há dois mil anos Ele está no meio de nós,escondido,e muitos ainda não o conhecem. No entanto,disse João Paulo II : “ a igreja vive de Jesus eucarístico,por ele é nutrida,por ele é iluminada “(Enc. Ecclesia de Eucaristia,EE,6).
O nosso catecismo diz que: “ A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da igreja,pois nela Cristo associa sua igreja e todos os seus a Seu Sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre seu corpo,que é a igreja”.( § 1407 ) Catecismo da Igreja Católica,Edição Tipica Vaticana.
O Missal Romano afirma que:
“Na Santíssima Eucaristia,a Mãe igreja reconhece com Fé firme,acolhe com alegria,celebre e venera com atitude adorante o Sacramento da Redenção,anunciando a morte de Cristo Jesus,proclamando a sua ressurreição,na expectativa da sua vinda na glória,como Senhor e dominador invencível sacerdote eterno e Rei do Universo,para oferecer à majestade divina infinita do Pai onipotente reino de verdade e vida”.
O Verbo Divino se encarnou no seio de Maria e veio a nós em forma humana,para nos salvar;viveu entre nós,com um corpo humano,apenas trinta e três anos,mas agora está conosco para sempre na Sagrada Hóstia.
“Ele está entre nós,mas nós o conhecemos”.
O Concilio Vaticano II afirmou que o sacrifício eucarístico “é a fonte e centro de toda a vida cristã” (LG,11) e que “na Santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da igreja”(PO,5) .

Por que Jesus se “esconde” na Eucaristia?

Muitos ficam angustiados porque Jesus esconde a sua Glória na Eucaristia. Mas Ele precisa fazer isto para que o brilho de sua Majestade,como o rosto brilhante de Moisés,não ofusque a nossa vista impedindo-nos de chegar a Ele.
Ele esconde também as suas virtudes,porque se a víssemos ficaríamos humilhados e,quem sabe, desesperados por jamais poder atingir tal perfeição. Tudo para podermos nos achegar a Ele sem medo.
Jesus desce até ao nada na Hóstia para que desçamos com Ele e sintamos profundamente o que Ele disse;”Vinde a Mim (...)aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.”
Por isso,podemos chegar a Jesus com toda confiança porque Ele já retirou todos os obstáculos para chegarmos a Ele;e espera que não sejamos nós a colocar esses empecilhos com os nossos medos e escrúpulos.
Jesus nos ama tão radicalmente na Eucaristia que se submete a nós em tudo. Ele desce do Céu tão logo o sacerdote pronuncia as palavras da Consagração. Ele obedeceu silencioso os seus carrascos e está pronto novamente para receber o beijo dos novos Judas,por amor a nós.
Jesus se esconde na Hóstia para que os bons,mas também os maus,se aproximem Dele. Quem de nós não temeria ,por seus pecados,chegar-se a seus pés. Quem sabe só os orgulhosos teriam a ousadia de se aproximar Dele. Então,escondido,Ele não assusta ninguém,pois quer socorrer a todos.
Alguns poderiam dizer:”mas,se víssemos a sua Glória,nos converteríamos”.
Não é verdade;a glória assusta,amedronta,ensoberbece,mas não converte. Os judeus,aos pés do Monte Sinai fumegante tornaram-se idólatras,adoraram o bezerro de ouro mesmo diante da glória de Deus.

Nas próximas semanas estarei postando mais ,sobre esse assunto tão fantástico que é o Sagrado Sacramento da Eucaristia,até semana que vem.




Texto bíblico : Evangelhos de São Marcos cap. 14 vers. 22 à 25(tradução da CNBB,sétima edição)
Livro : O SEGREDO DA SAGRADA EUCARISTIA – Prof. Felipe Aquino,editora Cléofas 3º edi.
www.cleofas.com.br
www.edicoescnbb.com.br